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Festival FDP diz-se «alvo de censura» e muda-se para o Porto

14 de setembro de 2012

O Festival FDP, que estava programado para Valongo entre os dias 21 e 23 de setembro, “será provavelmente feito no Porto”, afirmou um dos organizadores, depois de frustrada a tentativa de o mudarem para Paredes, devido a “pressões”.

Segundo afirmou à Lusa Pedro Lima, “a associação ARCA, em Valongo, acabou por voltar atrás na cedência do espaço, quando se apercebeu da saída de notícias” sobre a realização do festival e, em Paredes, “pressões diretas através de um assessor do presidente da Câmara de Paredes” impediram o festival de se realizar na Casa do Povo de Recarei.

“Parece-nos que, independentemente do local onde fossemos pedir autorização para fazer o festival nas datas previstas, ele seria recusado. Por isso estamos à procura de espaços alternativos na cidade do Porto para o realizar”, afirmou Pedro Lima.

De acordo com este organizador, na Casa do Povo de Recarei “estava tudo acordado” mas, há cerca de uma semana, um assessor afirmou que o “festival não se podia realizar lá sob pena da casa do Povo pagar multas, deixar de ter apoios e inclusive pressionando sobre uma das pessoas que pertence à Casa do Povo e que é funcionário da Câmara de Paredes”.

“Valongo é social-democrata, Paredes é social-democrata, penso que não é difícil perceber que a pressão é capaz de vir de Rui Rio” afirmou Pedro Lima.

Os organizadores do “Festival FDP 12”, que traduzem por “faz, discute e participa”, não esconderam a ligação do nome escolhido ao presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que processou e venceu em tribunal o editor de um guia turístico, que acrescentou digitalmente numa fotografia uma expressão utilizando as iniciais, que foi considerada insultuosa.

“E não é só o título, mas também o facto de isto ser um festival em benefício dos detidos na Escola da Fontinha” que, assegura Pedro Lima, determinou a “censura” que, em comunicado, o festival garante ter sido alvo.

O festival pretendia ser “um fim de semana com concertos, comes e bebes, música gravada, convívio, animação e diversas atividades (artesanato, jogos tradicionais, escalada, filmes, mostra de publicações, etc.)”. E acrescentava ironicamente: “São todos bem-vindos, até os fãs do Prince”.

O cartaz dos espetáculos incluía a atuação de mais de 20 bandas, a maior parte delas na área do rock e do punk, como os Motornoise, Grito, Repressão Caótica, Stvenseagal ou os Upset Sheeps.

@SAPO/Lusa

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